Você sabia que em Santa Teresa cada gole de vinho traz dentro de si uma viagem no tempo? Aqui, cada safra não é apenas produção — é cultura, memória familiar e o testemunho de décadas de tradição herdada dos imigrantes italianos.
Santa Teresa responde por cerca de 85% da produção de uvas e vinhos do Espírito Santo, graças ao clima ameno da serra e à herança dos colonizadores italianos. A Festa da Uva e do Vinho celebra esse legado com a tradicional “pisa da uva” e a “Passarela da Uva” pelas ruas da cidade, resgatando técnicas ancestrais de produção artesanal do fermentado de jabuticaba e do vinho de uva.
Selecionamos algumas vinícolas imperdíveis para quem quer viver a cultura local:
Cantina Mattiello: fundada em 1996, é parada obrigatória. Oferece visita guiada e degustação de cinco rótulos — incluindo o famoso vinho de jabuticaba e novos vinhos finos como Sangiovese e Marselan. O tour dura cerca de 60 minutos, custa cerca de R$ 30–60 e precisa ser agendado com antecedência aos fins de semana
Vinícola Tabocas: localizada no Vale do Tabocas, produz vinhos finos premiados como Cabernet Sauvignon e Alvarinho. Os proprietários, Vinícius e Cléo, recebem com carinho e explicam cada etapa da produção — alguns visitantes afirmam que o Alvarinho compite com os melhores rótulos europeus
Casa dos Espumantes: ideal para quem busca o charme dos espumantes locais. Fundada em 2004, produz espumantes feitos pelo método champenoise com uvas como Glera e Moscato. A visitação é gratuita e aberta de terça a domingo
Vinícola Ziviani: administrada por família italiana, oferece vinhos, pasta, mel e produtos rurais próprios. É um espaço acolhedor que combina gastronomia, história e visita aos vinhedos no Vale do Tabocas
Outras vinícolas da rota incluem a Cantina Romanha (com restaurante tradicional), Vinícola Braun, Vinícola Labiata e Vinícola Rassele, cada uma contribuindo com rótulos autênticos e experiências únicas no Circuito Caravaggio.
As uvas que viram vinho aqui receberam influência da poda invertida, clima das montanhas, solo ácido e a paixão de famílias que dominam técnicas indígenas à região. Em cada safra, o sabor muda — não por erro, mas por evolução: uma mudança no clima, uma inovação dos produtores, uma micro safra mais fria ou mais quente. E isso se reflete na taça, na velhice do vinho ou na leveza de um novo varietal.
As visitas costumam incluir tours entre parreiras, explicações técnicas do enólogo (ou produtor), degustações de 3–5 vinhos e o estilo de hospitalidade teresense: compartilhado e próximo. Seja na Tabocas, na Mattiello ou na Casa dos Espumantes, o encontro com o produtor faz toda a diferença.
Visitar Santa Teresa e provar seus vinhos é compreender melhor essa cidade rica em identidade e sabor. Neste blog, vamos apresentar:
Roteiros completos para enoturismo local
Histórias das famílias produtoras de vinho
Revelações de safras marcantes
Dicas de harmonização com pratos típicos, cafés e licores regionais
Prepare a taça, abra o coração e venha brindar conosco: aqui, cada safra tem sabor de história.